Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 19/03/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê o direito à educação, visando a expansão da personalidade humana. Porém, com a desigualdade na formação dos jovens, bem como o baixo índice de leitura no Brasil, o exercício dessa prerrogativa é comprometido. Diante disso, esses desafios devem ser superados a fim de reduzir o analfabetismo funcional no país.
O acesso a educação de qualidade é fundamental para o desenvolvimento de uma nação. Dessa forma, por meio de uma base curricular comum, os alunos deveriam adquirir desempenhos equivalentes nos estados. Mas a realidade evidencia o oposto. Dados da Avaliação Nacional de Alfabetização mostram que os melhores níveis de escrita e leitura pertencem a realidades específicas, as quais contam com alto nível socioeconômico, localizadas em zonas urbanas ou estados da região sul. Logo, essa desigualdade na formação básica afeta o rendimento em ciência, leitura e matemática, colocando o país no Ranking Mundial de Educação com resultado abaixo no esperado.
Ademais, o baixo índice de leitura dos brasileiros impulsiona o problema. De acordo com o Instituto Pró-Livro, as pessoas leem, aproximadamente, 5 livros por ano. Isso acarreta a dificuldade de interpretação de textos, o empobrecimento do vocabulário e a perda da autonomia de reflexão e pensamento. Logo, os analfabetos funcionais são facilmente ludibriados porque simplesmente não compreendem as entrelinhas do contexto em que estão inseridos.
Infere-se, portanto, que há entraves para assegurar o direito à educação de qualidade no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve redirecionar investimentos para os estados com menor desemprenho em leitura e escrita, com a finalidade de melhorar o resultado futuro dos alunos nos ensinos médio e superior. Além disso, os professores devem estimular a leitura paradidática pelos discentes, assim como a discussão dessas obras em sala, para que eles compreendam e interpretem criticamente o mundo.