Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 21/03/2019
“O ser humano não teria alcançado o analfabetismo funcional no país se, repetidas vezes, não tivesse tentado a prática da leitura, interpretação e construção de textos”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a negligência em interpretar textos mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de praticar a leitura, a interpretação e a construção de textos pelos integrantes desta mesma sociedade.
Primeiramente, o dever de incentivar a prática da leitura, interpretação e construção de textos, de modo que haja um maior interesse intrínseco em ler e interpretar textos por parte dos brasileiros desde a pré-escola até o ensino superior; está assegurado não só pelos Direitos Humanos como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que os índices de analfabetismo funcional crescem intrinsecamente com a negligência em ler e interpretar textos dos brasileiros, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.
Paradoxalmente, o Brasil, que é um país visto como acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão social mas também políticas públicas educacionais, deixa a desejar no que se refere ao desenvolvimento da prática de leitura e interpretação de textos no cotidiano dos cidadãos, tendo em vista que, segundo o IBGE, os índices de analfabetismo funcional no país decresceram em um ritmo lento e gradual e ainda permaneceram estagnados durante dez anos.
As alternativas para reduzir o analfabetismo funcional, portanto, devem ser alcançadas com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais, psicólogos, psicopedagogos e letrólogos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto; para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade tanto do corpo docente e discente quanto de toda a população dos municípios em relação analfabetismo funcional ainda presente no país, sendo que aqueles projetos seriam reimplementados anualmente, de modo que eles tornem uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.