Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
Promulgada em 1988, a Declaração Universal dos Direitos humanos assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Contudo, hodiernamente, parte da população brasileira ainda possui baixos níveis de escolaridade, o que implica na formação de analfabetos funcionais. Nesse contexto, vê-se a necessidade de alternativas para minimizar esse analfabetismo.
Mormente, ressalta-se que, de acordo Locke, filósofo iluminista, o Estado surge para proteger os direitos do cidadão. Sob tal ótica, recai sob ele o dever de garantir a educação da população. Sobretudo porque por causa dos baixos níveis de escolarização, parte da sociedade, mesmo que tenha frequentado uma escola, não são capazes de interpretar textos e compreender conteúdos, mostrando -se como um imbróglio determinante na vida dos indivíduos e, em um segundo momento, no desenvolvimento do país. Logo, é fulcral a melhoria da qualidade da educação do país a fim de reduzir o número de analfabetos funcionais.
Outrossim, como consequência desse processo há a manipulação dos indivíduos que são considerados analfabetos funcionais. Isso porque esses são mais vulneráveis a reproduzir informações falsas, haja vista que eles, geralmente, não são capazes de reconhecer o contexto e de analisar o que lhe foi apresentado. Ilustra bem isso o personagem Chico Bento, de Maurício de Souza, que por possuir um baixo grau escolar é eventualmente confundido em situações cotidianas.
Destarte, evidencia-se a importância de criar medidas para minimizar o analfabetismo funcional. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Educação garanta uma educação de qualidade a população, mediante a criação de projetos e aulas direcionados para a valorização do ensino, uma vez que esses estimulem os alunos a saber interpretar e adquirir senso crítico para compreender textos. Assim, poder-se-á melhorar a educação e reduzir a manipulação desses indivíduos.