Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/03/2019

O sistema educacional brasileiro encontra resistência no que se diz respeito à uma boa  qualidade de ensino e aprendizagem. Denota-se tal fato quando uma parcela  considerável da nação tem dificuldade ao decodificar  frases, textos curtos e números. Fica evidente portanto, uma ineficiência  nesse  setor, propiciando um regresso  intelectual e profissional de  tais  indivíduos  na  sociedade.

Segundo um estudo desenvolvido pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Montenegro, cerca de 29% dos cidadãos estão inclusos na categoria de analfabetos funcionais. Seja por uma estruturação ruim das salas de aula ou da pouca qualidade do material didático, esses são fatores que influem, negativamente, na difusão de conhecimentos. Pois, sem as ferramentas necessárias, dificulta-se a execução eficaz de instrução.

Cotidianamente, os professores se deparam com condições de trabalho degradantes, criando obstáculos para a concretização de um ensino consistente. Quem mais sofre as consequências deste processo é a população pobre, que inclusive se encontra em maioria.

Além disso,  as dificuldades financeiras se sobrepõem ao otimismo e  a esperança. Muitos deixam a escola ainda quando crianças para ajudarem seus pais ou responsáveis no orçamento doméstico. Outros, desistem por  se sentirem  incapazes  mediante um mercado  de  trabalho tão  competitivo que  cada vez  mais  requer bons níveis  de  cognição   atrelado  à  capacitação  profissional.

Em síntese, para amenizar os índices de analfabetismo funcional no Brasil, é necessário que através do Ministério Público, se tenha uma maior fiscalização dos investimentos em educação, buscando sanar indícios de corrupção. Para as secretarias estaduais e municipais, cabe o incentivo ao professor através de uma gestão capacitada. Análises sobre possíveis mudanças que possam ser aprimoradas por meio de suportes e serviços aptos são essenciais. Dessa forma, o que o passado trouxe de ruim, poderá ser revisado e modificado no presente, visando um futuro.