Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/03/2019

´´A única coisa que temos que respeitar, porque ela nos une, é a língua``. A frase dita pelo escritor alemão Franz Kafka, nos da espaço para pensar em como o analfabetismo vem aumentando significativamente, apesar dos esforços que diversos países vem realizando para garantir que todos tenham direito a educação. No entanto no Brasil esses números são alarmantes, segundo uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística) ainda tem 11,8 milhões de analfabetos.

Ressalta-se que, o que acontece atualmente é algo que vem seguindo uma linha de acontecimentos históricos, estando esse analfabetismo concentrado principalmente na população mais velha, pela falta de recursos que existiam antigamente, acresça-se pela suscetividade que eles enfrentam nos meios midiáticos. Tendo vista que eles não possuem senso crítico apurado, sendo frequentemente vítimas de manipulações, principalmente pelas ´´FAKE NEWS`` que são divulgadas a cada minuto nas redes sociais.

Outro aspecto relevante é que, o índice de analfabetismo é maior no Norte e Nordeste de acordo com o jornal O Globo, pelo fato de algumas crianças precisarem abandonar seus estudos para ajudarem os pais no trabalho, a má infraestrutura das escolas dificultando o ingresso das crianças nas instituições, também são um problema. Indubitavelmente de acordo com Paulo Freire o chamado pai da educação brasileira “Se a educação sozinha não transforma a sociedade,tampouco sem ela a sociedade muda.”, fazendo jus à frase de Franz Kafka.

Diante dos argumentos supracitados, faz-se necessário que o índice de brasileiros alfabetizados cresça, e que todos tenham seu direito de uma educação completa e de qualidade. Portanto, é pertinente a atuação do Ministério da Educação, investindo mais dinheiro nos materiais didáticos, infraestrutura, entre outros. Sob essa óptica o Conselho Nacional de Educação, poderia fazer mais campanhas em conjunto com as mídias, para atingir um número maior de pessoas, incentivando principalmente aqueles que abandonaram ou não puderam ter uma boa educação. Na perspectiva que a educação transforme a sociedade, como preconizava Paulo Freire.