Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/03/2019

Os símbolos que permitiram a comunicação primitiva foram desenvolvidos a aproximadamente 30.000 anos atrás. Hoje, as sociedades são totalmente dependentes de uma forma de escrita, entretanto, é preciso não apenas saber ler, mas também possuir a  capacidade de interpretar. Esse percalço, no Brasil, se deve à precariedade na educação e à essa própria não sendo disponibilizada especificamente para adultos.

Em primeira instância, as escolas apresentam um déficit em estimular seus alunos, desde o Ensino Fundamental II, a praticarem a leitura. Esse fato é perceptível quando uma prova realizada pelo MEC, demonstra que metade dos alunos do 3º ano têm qualidade bem inferior ao que se espera. Assim, os estudantes aprendem a escrita para ler e não para desenvolver raciocínios, causando carência na capacidade de interpretação e desprovimento de incentivo, que tira a oportunidade de obter conhecimento com essa ferramenta. Posto isso, vê-se a necessidade de mudança.

Além do mais, são excluídos os casos de adultos que precisam de auxílio e estratégias para conseguirem passar de simples leitores a intérpretes de textos da língua portuguesa. Esse óbice carece urgentemente de reparo, pois, de acordo com o site Estadão, cerca de 38 milhões de pessoas no Brasil, apresentam analfabetismo funcional. Então,  consequentemente, obtém-se cidadãos dependentes e sem capacidade de desenvolvimento de ideias, pois, não conseguem por exemplo, ler noticiários e adquirirem opinião própria. Logo, percebe-se que é primordial a inclusão de adultos na educação básica.

À vista dos fatos apresentados, meios são necessários para a resolução do problema. O MEC deve inserir na BNCC a matéria de interpretação de texto para alunos desde o Ensino Fundamental II. Ademais, o Estado brasileiro deve criar escolas públicas, oferecendo maleabilidade no horário de aula, voltadas à educação de adultos que apresentem deficiência na compreensão da língua portuguesa. Somente assim, será possível uma sociedade livre do analfabetismo funcional.