Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 19/03/2019
De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, em sua obra: Pedagogia do oprimido , ele escreve sobre a educação libertadora que é capaz de oportunizar para o sujeito a compreensão e conscientização da realidade possibilitando a sua modificação de forma crítica e reflexiva. Contudo, na contemporaneidade brasileira, verifica-se um cenário divergente ao pensamento descrito pelo pedagogo, quando se discute a necessidade de buscar alternativas em tentativa de reduzir o analfabetismo funcional do país. Nessa perspectiva, cabe analisar fatores que não podem ser negligenciados diante dessa problemática, como as medidas governamentais destinados a educação que não tem desenvolvido as habilidades fundamentais para alfabetização ser eficiente entre os brasileiros, contribuindo para desigualdade de expressão dentro da sociedade.
Em primeiro lugar, é importante destacar, que o processo de alfabetização adotado pelo governo apresentam falhas que não permitiram a completa capacitação dos brasileiros. Durante governo de Lula, em 2000, o país assumiu o compromisso de reduzir a taxa de analfabetismo brasileiro e desde então o processo tem sido lento. Entretanto, o problema atual não se delimita apenas a capacidade de ler e escrever, pois o problema se torna ainda mais pertinente, devido à falta de habilidade de muitos brasileiros em fazer o uso efetivo da leitura e escrita nas diferentes esferas da vida social.
Além disso, quando se discute a pouca garantia à alfabetização funcional no Brasil, pode-se aferir a interferência na ampliação dos direitos e na expressão dos grupos sem esse acesso. É evidente que a população que não possui a capacidade de desenvolver a leitura e a escrita de forma eficiente em um cenário de modernização social e tecnológica, como o que se vive hoje, exige maior participação da sociedade na política, seja na reivindicação de direitos ou na construção dos mesmos, mas que se fazem impossíveis sem as habilidades fundamentais do alfabetismo e por esse motivo acabam perdendo o espaço de falar pelos seus benefícios sociais. De acordo com o filósofo contemporâneo Nick Couldry, a desigualdade da fala acaba condenando tais minorias à inexistência, fazendo com que elas deixem de ocupar o espaço público com suas vozes.
Portanto,é imprescindível que mudanças sejam tomadas para qualificar melhor a alfabetização funcional do país. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação priorizar o letramento de forma crítica , contando com o apoio de professores e pais, com intuito de não apenas desenvolver a leitura e escrita tecnista, mas também a capacidade de elaborar opiniões próprias diante dos conteúdos acessados. Além disso, o Estado deve universalizar a aprendizagem nas instituições de ensino, contando com a participação de pedagogos, promovendo assim, o pleno exercício da alfabetização a toda sociedade.