Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

Segundo o instituto Paulo Montenegro, 27% dos brasileiros são incapazes de interpretar um texto simples. Assim, se o indivíduo não compreende aquilo que lê, tão pouco compreenderá a realidade que o cerca, fato que o impossibilitará de ter um pleno desenvolvimento intelectual, profissional e pessoal. Com isso, o analfabetismo funcional surge como um problema no Brasil, seja pelo precário sistema de ensino, seja pela pouca leitura. Primeiramente, cabe ressaltar a obsolescência do atual modelo pedagógico como agente ativo nessa problemática. Consoante Paulo Freire, é necessário que o sistema de ensino saia do modelo de educação “bancaria”, que apenas deposita conhecimento na cabeça do aluno, para o modelo de educação para autonomia, proporcionando a formação de indivíduos não apenas tecnicamente alfabetizados, mas de indivíduos críticos e reflexivos. A adoção de um sistema de ensino que se adapte a dinâmica do mundo contemporâneo é fundamental para a diminuição nos índices de analfabetismo funcional no país. Outrossim, faz-se mister salientar o desinteresse pela leitura como impulsionador desse impasse. No livro “Aprendendo Inteligência”, o professor e pesquisador Pierluiggi Piazi enfatiza o papel fundamental que o hábito de ler exerce no desenvolvimento intelectual de uma pessoa. Porém, conforme o Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê em média 2,4 livros por ano, um número extremamente baixo considerando a importância dessa atividade para a formação do cidadão. Dessa maneira, uma mudança cultural se torna necessária para que a leitura passe a ser uma atividade valorizada no país.

Portanto, indubitavelmente, mediadas são necessárias para combater o analfabetismo funcional no Brasil. Destarte, o Ministério da Educação (MEC) deve fomentar o pensamento crítico dentro da escola por meio da inclusão, na grade curricular obrigatória, de debates nas salas de aula, nos quais os alunos seriam levados a discutir textos, obras literárias e como poderiam relacionar e aplicar o conhecimento que adquirem na resolução de problemas, visando transforma-los em cidadãos críticos. Cabe as Editoras e Livrarias promover o contato entre sociedade e literatura através da realização de feiras de livros em locais públicos de movimentação intensa, promovendo assim o interesse pela leitura.