Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
Ler, escrever e interpretar são as principais características na formação básica educacional. No entanto, o analfabetismo funcional no Brasil é crescente devido ao sistema ineficiente da educação e a exiguidade da leitura entre a população brasileira, sendo necessário criar alternativas para a redução desta problemática.
A priori, o corpo social brasileiro vem demonstrando inúmeras dificuldades em seu processo de alfabetização devido ao déficit no ensino educacional. À vista disso, segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de analfabetismo funcional entre brasileiros com 15 anos ou mais em 2014 foi estimada em 8,3% (13,2 milhões de pessoas) dos brasileiros, independente de sua escolaridade. Tal premissa explicita a limitação para ler, interpretar textos e resolver operações matemáticas necessárias em situações da vida cotidiana. Dessa maneira, alternativas de restruturação no ensino de base atenuaria o analfabetismo funcional no Brasil.
Ademais, de acordo com o escritor brasileiro Monteiro Lobato, um país só se faz com homens e livros suscita a relevância da leitura como aspecto formador na educação. Todavia, além da precariedade na educação, o desestímulo a leitura é outro aspecto insatisfatório entre a sociedade brasileira. Por conseguinte, a insuficiência no exercício da leitura e escrita inviabiliza a capacidade de entender e se expressar corretamente diante da produção de um texto ou na defesa de um ponto de vista. Desse modo, é essencial elencar possibilidades para ampliar a frequência em práticas de leitura para o desenvolvimento do intelecto.
Portanto, para diminuir as temáticas supracitadas é fundamental que o Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação aumente os recursos voltados para o ensino educacional por meio de subsídios públicos para o aperfeiçoamento nos cursos de formação de docentes, reformulando a matriz curricular de ensino para que os professores possam criar estratégias para alcançar os objetivos de aprendizagem dos alunos adaptando as novas pedagogias e nova visão de mundo, além do aumento na remuneração dos professores para que assim o nível de qualidade da educação e alfabetização possa se desenvolver. Em soma à isso, é preciso que o Governo Estadual em parceria com as Secretárias Municipais de Educação aprimore nas escolas o fomento à leitura por meio da criação de clubes de leitura no qual possam participar pais e alunos na apresentação e debates sobre obras literárias lidas, assim a efetivação da leitura estaria presente nas escolas e na sociedade.