Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
O analfabetismo funcional, situação vivida por cerca de 13 milhões de brasileiros, caracteriza-se pelo não desenvolvimento de leitura, escrita, interpretação de texto e operações matemáticas compatíveis com a escolaridade de um indivíduo. Quem se encontra nesta situação tem seu desenvolvimento pessoal, social e profissional comprometidos geralmente por fatores ligados à exclusão, discriminação e dificuldade de comunicação.
O Brasil participa de projetos mundiais da UNESCO para promover a alfabetização e educação, no entanto os resultados ainda não são satisfatórios, tendo em visto os números de analfabetos funcionais. De acordo com o MEC, o investimento público direto em educação, em relação ao PIB, é de 5% o que revela-se baixo considerando a necessidade e a precariedade do ensino no país.
O socialista Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo e quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento do indivíduo no local que está inserido. Diante disso, a construção do ser social, feita em boa parte pela educação garante a inclusão do indivíduo no meio gregário, pessoal e profissional.
Portanto, cabe, ao Ministério da Educação investir mais nos projetos que já estão inseridos na UNESCO, colocando em práticas as alternativas para reduzir o analfabetismo funcional, idealizando e instalando novos aparatos pedagógicos para reformular os métodos de ensinos, como o sistema de ensino a distância para quem não se enquadra no sistema tradicional, incentivos às escolas para a realização do letramento através da prática de escrita e leitura. A sociedade, também, de modo geral precisa conscientizar-se para a resolução do problema, levando em conta que ela é a mais beneficiada quanto ao desenvolvimento de cada indivíduo do meio social e profissional.