Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 19/03/2019
Ainda no século passado, o presidente da república, Getúlio Vargas, tornou lei a garantia ao acesso à educação pública gratuita para os brasileiros. Entretanto, hodiernamente, tal regra é vilipendiada e percebe-se uma educação básica precária e baixo acesso ao Ensino Superior. Como consequência, cresce a problemática do analfabetismo funcional, condição na qual o indivíduo, mesmo sabendo ler e escrever, é incapaz de interpretar e produzir alguns textos.
Em um primeiro plano, vale destacar que os primeiros segmentos escolares sofrem um déficit agravando a formação educacional dos cidadãos. Tal fato é causado pela inobservância estatal dos colégios, os quais contam com desestruturação física, que vai desde a falta de merendas até a falta de carteiras, e com a falta de professores - base do ensino. Parafraseando com o filósofo Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, portanto, com a falta de aprendizagem não há desenvolvimento da capacidade cognitiva, elemento fundamental para o fim do analfabetismo funcional. Diante disso, cabe à sociedade cobrar medidas do Ministério da Educação, a fim de garantir que todas as instituições de ensino disponham de professores qualificados.
Ademais, a falta de vagas nas Faculdades e Universidades do país, acarretam uma limitação no desenvolvimento da escrita, da leitura e interpretação. Apesar de melhorias no acesso a esses ambientes nos últimos anos - com o sistema de cotas e o ENEM como ferramenta para entrada e várias universidades - ainda falta espaço nas Universidades, em especial para a população de baixa renda - maioria numérica no país. Tal fato evidencia-se pelo dado divulgado pelo IBGE, segundo o qual apenas 15% dos brasileiros tem Ensino Superior Completo. Assim sendo, o Governo Federal deve construir mais centros de ensino superior - polos de cidadãos letrados.
Torna-se evidente, portanto, que o analfabetismo funcional precisa de intervenção. Para isso, o Ministério da Educação deve organizar visitas às escolas, com fiscalização do estrutura da unidade e com palestras para os estudantes. Tais visitas têm como objetivo incentivar a aprendizagem e sinalizar colégios que precisam de apoio. Tal ação pode ser feita por meio da contratação e treinamento de funcionários para tais procedimentos. Dessa maneira, alcançar-se-á o exercício pleno do direito à educação como ferramenta de capacitação para a leitura, escrita e interpretação.