Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 20/03/2019

Manutenção cultural

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos a educação. No entanto, o número de pessoas analfabetas funcionais demonstram que a educação não é efetivamente garantida. Tendo em vista, falhas na aplicação constitucional e uma cultura que não valoriza a leitura são impasses para a superação do problema.

É indubitável que, há falta de políticas públicas para a aplicação consistente da educação. Consoante o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é notório, a medida que falta biblioteca nas escolas públicas, e livros, o estímulo a leitura e interpretação dos jovens é afetado, dando espaço para o analfabetismo funcional, e rompendo com a ideia de educação proposta pela constituição.

Outrossim, a falta de valorização da leitura, pela cultura brasileira, é um problema para o combate ao analfabetismo funcional. Segundo o filósofo Jhon Locke, o ser humano é como uma tabula rasa, que é preenchida ao longo da vida com experiências e influências, porém, no Brasil, a leitura em grande parte não participa desse processo, o que gera indivíduos com nível de interpretação comprometido pela falta de leitura.

Urgem, portanto, que medidas sejam tomadas para garantir a educação, como assegura a constituição. Perante isso, cabe ao Ministério da Educação e Cultura criar bibliotecas públicas nas cidades, isso com participação do governo estadual, que direcionaria verbas para a iniciativa. Essa medida teria a função de estimular a leitura e valoriza-la culturalmente. Assim, o analfabetismo funcional poderia ser reduzido, através do acesso a leitura e manutenção da cultura.