Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
Na época do Quinhentismo, momento de leitura e conhecimento da literatura brasileira, especificamente a jesuítica, foi marcado pelo primeiro processo educacional. Hoje, essa educação continua presente na sociedade, mas sem acessibilidade e aprendizagem proficiente a todos, caracterizando um grande número de analfabeto funcional. Nessa perspectiva, é necessário que essa mazela seja minimizada com ofertas de materiais diversificados, assim como direitos de ensino sem diferenças socioeconômicas.
Em primeiro plano, nota-se, que mesmo com as Diretrizes Curriculares Nacionais propostas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), o ensino básico não é tão eficiente com o método de desenvolvimento e avaliação pedagógica impostos, principalmente em redes públicas. Um processo que começa a refletir em evasão escolar e mal aprendizado, sem inovações de materiais didáticos, passam a limitar parte da população e classificá-los em analfabetos funcionais. Sob esse viés, alguns jovens e adolescentes, consequentemente irão considerar essa situação como algo normal, que viraliza cada vez mais, adequando-se ao conceito de “banalização do mal”, proferido por Hannah Arendt. Logo, uma alternativa de metodologia diferente, com diversos materiais que aproximem à realidade de vida, seria essencial para reduzir esse analfabetismo.
Concomitantemente a essa dimensão materialista pedagógica, quando a educadora Roseli Caldart salienta que embora o problema da educação brasileira não seja apenas no campo, mas que nele a situação se torna mais grave, confirma um fato historicamente tratado com negligência. Contrariamente a essa lógica, o modelo brasileiro na teoria da Constituição de 1988 designa a educação como um direito a todos, mas a realidade é análoga ao cenário presente na obra de Sérgio Buarque de Holanda, “Raízes do Brasil”, pois há um predomínio de diferenças socioeconômicas que aumenta o analfabetismo no país. Prova disso, segundo a INAF, apenas 8% da população sabe ler e escrever de forma proficiente, e a região Nordeste é a que tem o maior número de pessoas sem esse acesso adequado. Dessa forma, é preciso que os direitos sejam igualitários, como uma alternativa prática.
Deve-se constatar, portanto, a criação de meios que reduzam essas dificuldades do ensino. Para isso, precisa-se haver um intercâmbio entre o poder estatal e os centros educacionais, promovendo uma melhor formação de professores, com programas de capacitações e ensino crítico, aliado a materiais, como pequenas pesquisas, debates, para tornar a disciplina real e relevante na vida. Somados a isso, ONG’s e setores privados devem investir em projetos sociais, principalmente nos espaços públicos e rurais, através da midía digital e recursos financeiros, como o “Programa Brasil Alfabetizado”.