Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 20/03/2019
Apenas 8% da população brasileira entre 15 e 64 anos é plenamente capaz decodificar qualquer tipo de texto e se expressar corretamente, o restante tem uma ampla dificuldade de interpretar conteúdos escritos e produzir textos. O analfabetismo funcional tem um impacto significativo em nossa sociedade, garantir com que as crianças aprenda a ler e escrever desde de cedo é fundamental para o seu desenvolvimento acadêmico.
Uma gestão educacional falha e sem perspectiva de mudanças agrava ainda mais o problema, muitos alunos do ensino superior que cursam pedagogia tem um nível extremamente baixo de leitura e interpretação, o que dificulta o aprendizado em sala de aula.
Basicamente vemos um ciclo em que a falta de estrutura adequada tanto no material didático que se mostra ineficiente, tanto na falta incentivo ao aluno continuar os estudos, e no de incentivo do educador, fazendo com que muitos desistam de lecionar. Visto que pedagogos recém formados carregou o seu problema de leitura e escrita do seu ensino básico até a sua formação como profissional.
A primeira mudança necessariamente ocorre na metodologia, a escola precisa estimular a leitura dentro e fora da sala sensibilizando o aluno a importância da leitura. Promovendo o pensamento crítico é uma forma de incentivar a escrita e o debate para a sala de aula, com a produções de textos e análise de vídeo despertando a curiosidade e desenvolvendo o senso crítico.
A um longo caminho a ser enfrentado, segundo o Ministério da Educação, há muitos programas educacionais criados, como por exemplo o Enem criado em 1998, visando avaliar o desempenho educacional e permitindo ingressar no ensino superior. Mas a adesão depende de vontade política dos estados e municípios, isso só será possível caso os governantes conseguirem favorecer uma política educacional de longo prazo, o que realmente não existe é vontade política.