Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 20/03/2019

A Constituição Federal do Brasil garante os direitos básicos, como a educação, a todos os cidadãos. Contudo, esses direitos são dificilmente alcançáveis devido à desigualdade social e econômica presente historicamente na sociedade brasileira. Com isso, o analfabetismo educacional e funcional torna-se consequência da necessidade de trabalhar e da falta de estratégias educacionais atrativas.

Mormente, deve-se pontuar que o jovem brasileiro está progressivamente propenso a entrar no mercado de trabalho antes de concluir a educação básica. Segundo Antonio Lobo Antunes, um povo que lê nunca será um povo escravo. Nesse viés, somente por meio da educação é possível instigar a criticidade e racionalidade do ser humano, a fim de combater o analfabetismo funcional na sociedade brasileira.

Outrossim, vale ressaltar que a carência de atratividade no sistema educacional hodierno fomenta a incapacitação educacional. Atualmente, a desvalorização da área educativa e o sucateamento das escolas públicas são evidentes e têm gerado consequências perpetuantes, como o baixo interesse nos estudos. Dessa forma, é importante que esforços sejam somados para amenizar o quadro de evasão escolar e analfabetismo funcional.

Em suma, é imprescindível que haja a reestruturação do sistema pedagógico brasileiro. Sendo assim, o Governo - por meio dos Três Poderes - aliado ao Ministério da Educação e aos empresários do setor privado, deve investir efetivamente na educação básica, visando uma política de atração para o retorno e aperfeiçoamento de adultos funcionalmente analfabetos, de modo a garantir o aprimoramento educacional e profissional dessa parte da população. Concomitantemente, deve investir na capacitação de professores visando a integração de métodos educacionais variáveis no cotidiano educativo. Dessarte, far-se-á uma sociedade alfabetizada com educação de qualidade.