Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
Preconizado pela Constituição de 1988, a educação é direito de todos, dever do estado e da família, a qual visa, por sua vez, o pleno desenvolvimento do indivíduo. Entretanto, perspectivas da atual conjuntura revelam o contrário, posto que, embora o analfabetismo tenha diminuido consideravelmente, a sua variante classificada como funcional ainda é um fantasma em função da negligência dada à educação. Dessa forma, a quebra desse paradigma, por meio de uma nova concepção didática, é uma alternativa para redução desse entrave.
A priori, assevera-se que o analfabetismo funcional representa, em verdade, indivíduos que - mesmo conhecendo letras e números - são incapazes de compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas. Trata-se, portanto, de uma tipologia do analfabetismo que, apesar da prática escolar e, em alguns casos, da graduação no ensino superior, a aplicabilidade do conhecimento é um desafio. Nessa lógica, surge o questionamento: como a educação, vista como um agente transformador, é capaz de ludibriar o conhecimento? Esse cenário, infelizmente, é o reflexo de políticas alfabetizantes que priorizam o viés quantitativo e subjugam o qualitativo, contrariando as cláusulas da Carta Magna, na medida em que asseguram o pleno progresso dos indivíduos. Assim, corrobora a ideia do cidadão de papel, difundida pelo escritor Gilberto Dimenstein, a qual afima que a cidadania absoluta está garantida somente nos papeis, pois, o caráter educativo das escolas tem - continuamente - perdido sua essência, haja vista que ensinar é muito mais do que letrar, é, também, desenvolver a criticidade e a capacidade de elaborar opiniões e, através disso, minorar essa problemática.
Oossibilidade de satisfazer as demandas do seu dia a dia. Assim sendo, baseado no método de Paulo Freire, alfabetizar vai além da decodificação dos códigos linguísticos, é fazer uso social e político do conhecimento na vida cotiadiana e, nesse âmbito, a união dos setores escola e família são essenciais para minorar o cunho funcional dessa mazela.
Conforme o exposto, vê-se que muitos são os obstáculos quanto ao analfabetismo funcional. Todavia, há alternativas para sua redução. Para tanto, o Ministério da Educação, sendo o órgão responsável por organizar o sistema de ensino do país, deve - por intermédio de leituras e análises - aprimorar a educação nas escolas e univerdades, dando ênfase, além do letramento, em estratégias reflexivas, promovendo a criatividade e a capacidade interpretativa para que esse funcionalismo seja cerceado. Logo, os paradigmas em torno da problemática serão mitigados, permitindo - de fato- o pleno desenvolvimento do indivíduo.