Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 20/03/2019
Assegurada pela Constituição de 88 como um direito de todos os cidadãos, a educação é de suma importância, afinal, por meio do ensino, é possível obter um crescimento tanto pessoal quanto profissional. Porém, frequentar a escola não é por si só suficiente, à medida que muitos brasileiros, apesar de possuírem diploma, não sabem interpretar textos ou, até mesmo, escrever corretamente, isto é, são analfabetos funcionais. Diante disso, é notório a importância de medidas que reduzam esse problema.
Em primeiro plano, é preciso refletir sobre a educação precária brasileira, a qual conta com escolas defasadas e poucos professores preparados para lidar com a alta demanda de alunos. Ao analisar a premissa de que o Estado é constituído como garantidor dos direitos de cada indivíduo do filósofo John Locke, constata-se a responsabilidade do Governo em proporcionar um ensino que suprisse as necessidades da população, de modo a não ensinar apenas o básico, ler e escrever, mas também a interpretar o conteúdo dos textos e saber dissertar sobre diversos assuntos de maneira correta. Por conseguinte, mediante ao não cumprimento dessa proposição, há, cada vez mais, pessoas despreparadas para o exigente mercado de trabalho.
Outra causa para o analfabetismo funcional é a falta de oportunidade de se empenhar nos estudos, principalmente em ambientes mais desvalidos. Isso ocorre em virtude da necessidade de trabalhar logo cedo de muitos jovens, afinal, alguns pais não possuem condições de arcar com que os filhos se dediquem exclusivamente à escola. Em consequência disso, muitos adolescentes não terminam nem sequer o segundo grau, assim, há o aumento no índice de brasileiros com dificuldade de ler e escrever corretamente, prova disso é que 3 entre 10 indivíduos estão nessa condição analfabetismo, de acordo com estudo da ONG Ação Educativa e do Instituto Paulo Montenegro.
Fica evidente, portanto, que há necessidade de reduzir os casos de analfabetos funcionais. Para isso, o Ministro da Educação poderia realizar melhorias nas escolas. Isso ocorreria por meio da contratação de mais professores e do treinamento desses, a fim de que ensinem aos alunos a interpretar e dissertar, além de reformas e construções de novos colégios. Dessa forma, os jovens teriam um ensino com mais qualidade e o alto índice de analfabetismo diminuiria. Aliado a isso, o Governo poderia oferecer viabilidade para que os estudantes não desertassem os centros educacionais. Isso seria feito mediante a distribuição de bolsas de estudo, mesmo no ensino fundamental e médio, para discentes carentes. Desse modo, diante da falta de oportunidade, os adolescentes não precisariam abandonar a escola.