Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
Século XVI. A vinda de colônias no âmbito exploratório para o Brasil, foi fator preponderante nas futuras divisões subregionais no país, isso, de acordo com a adaptação de cada povo em tais regiões. Desta maneira, ocorreu também, uma fusão lexical que se diverge entre as regiões do Brasil. Este foi o grande reflexo da imigração Européia (descobrimento), que perpetua até os dias atuais. A partir daí, torna-se possível encontrar, junto ao aparelho de linguagem, problemas sociolinguísticos que infelizmente existem, graças à falta de universalidade do aprendizado, além também, da desmoralização da leitura.
Em primeiro lugar, é importante comentar sobre o quanto é divergente o nível da educação pública entre os estados brasileiros. Segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), em 2015, a nota entre a região sudeste e a nordeste tinha uma diferença de 33% (com vantagem para o sudeste), o que, drasticamente, comprova o real quadro de falta de universalidade do ensino no Brasil. Além disso, a situação apresentada, contribui com o analfabetismo funcional, e futuramente, pode promover uma série de consequências que prejudicarão o indivíduo tanto moral, quanto socialmente.
É válido ainda ressaltar que, outro grande agravante da desfunção linguística, é a desmoralização cultural da leitura. Com o constante avanço tecnológico, a ascensão virtual passa a ser um elemento bastante presente, e assim, cada vez mais, o hábito da leitura se desconcilia do ambiente social. Não é atoa que o Instituto pró livro divulgou dados que mostram que 50% dos entrevistados não tem o costume de ler por conta do comodismo promovido pelo analfabetismo funcional. No entanto, um detalhe importante é que este problema poderia ser devidamente evitado, caso o organismo fosse “treinado” para a leitura, começando desde a época da escola, até conseguir entender assuntos mais complexos.
Por fim, é necessário compreender que o analfabetismo funcional não é uma doença, portanto pode facilmente ser evitado. Para que isto seja possível, cabe ao interesse da Secretaria da Educação efetivar nas escolas, as devidas cobranças e cumprimentos necessários para que se torne realidade a desuniversalização da Educação, o que promoverá paralelamente, o correto aprendizado do aluno, na tentativa de reduzir os casos de analfabetos funcionais por culpa de escola e governo. Além disso, faz-se necessário, em ambiente familiar e escolar, a incitação da leitura, não apenas às crianças, mas a um todo, já que nunca é tarde para começar, como citado anteriormente, este problema não é uma doença, basta se adaptar, e nada tão essencial quanto a leitura, na intenção de amenizar esse mal que alastra a sociedade do mundo moderno. Desta maneira, é evidente que esses males serão reprimidos.