Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 20/03/2019
Dos Sumérios a Gutenberg, a sociedade viveu em célebre processo evolutivo. Entretanto, hodiernamente, é perceptível um retrocesso social, à medida que prevalece alto índice de analfabetismo funcional no país, o que demonstra, como reflexo da precária qualidade de ensino do país, a existência de uma parcela social que vice à luz da ignorância, de forma a obscurecer os resquícios de glória vivenciados no passado. Nesse contexto, as alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil surgem como um impasse, o qual ocorre, plagentemente, devido não só a negligência governamental, mas também á ausência de uma boa postura social.
Diante desse cenário a Constituição Federal de 1988 confere a todos os cidadãos, no Art. 205, a educação como dever do Estado e da família. Entretanto, o poder executivo não efetiva tal direito com proficiência, essa deturpação de valores apresenta-se nítida ao passo que muitos cidadão brasileiros, mesmo depois de obterem diploma de escolaridade, continuam inaptos à interpretação de textos. Tal situação, além de revelar o desmazelo do Estado, faz com que os direitos permaneçam apenas no papel.
Outrossim, a ausência de uma postura social proativa ainda é um impasse às buscas que reduzam o analfabetismo funcional no país. De acordo com o pedagogo Paulo Freire, a alfabetização é muito mais do que ler e escrever, é a habilidade de ler o mundo, entretanto, o hábito de leitura fora do âmbito escolar é cada vez menos frequente entre os brasileiros, espaço que está sendo ocupado pelo uso das redes sociais. Além disso, nem todos são contemplados com condições financeiras favoráveis a compra de materiais que possam suprir as dificuldades na compreensão da leitura.
Destarte, tendo em vista os aspectos analisados, tornam-se notórios a existência de desafios às alternativas que reduzam o analfabetismo funcional. Por esse viés, é cabível ao Ministério da Educação, a criação de projetos que sejam desenvolvidos por meio de palestras e jogos educativos, podendo ser realizado em momentos oportunos, como intervalos recreativos, e de forma a promover uma nova postura social - uma vez que tal ação tem um imenso poder transformador - para que os indivíduos, desde pequenos, na tentativa de mitigar o problema, sejam estimulados a adquirirem hábitos de leitura proficiente, sendo informados sobre a disponibilidade das bibliotecas públicas. Desta forma a sociedade distanciar-se-á da luz da ignorância e dará continuidade ao processo evolutivo implantado por Gutenberg.