Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/03/2019
O século XXI assiste não só a majoração das péssimas condições do ensino público, como também a ascensão de suas modalidades, dentre as quais, o analfabetismo funcional.Tal cenário demonstra que ainda há desafios para reduzir os impactos gerados pela atual situação da educação pública,pois,grande parte da população brasileira se encontra sobre níveis precários de alfabetização,seja por falta de ações governamentais ou sociais.
Não se pode olvidar,em primeiro plano,que a sociedade desempenha um papel importante na alfabetização dos indivíduos.Cabe enfatizar,de início,que a influência social durante o aprendizado do cidadão, pode refletir no seu nível de interesse com a leitura,por exemplo.Isso ocorre,porque diante de um meio social cujas prioridades não são o estudo, o desenvolvimento de um pensamento totalmente contra essas prioridades provavelmente não irá ocorrer. É possível perceber esse contexto negativo no Sertão nordestino, pois diante da enorme pobreza e exploração trabalhista, o trabalho infantil predomina , dificultando, desta forma, o acesso infantil à edução de qualidade. Tal problemática é um grave problema social, afinal, segundo Immanuel Kant: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”
A falta de ações sociais é apenas um dos fatores a desencadear o analfabetismo funcional no Brasil.Não obstante, o que mais intensifica esse fenômeno é, sem dúvida, a ausência de medidas governamentais. Isso se deve à precariedade do sistema de educação público que,não é capaz de fornecer uma boa base alfabetizante; dado perceptível tanto na estrutura escolar, quanto na proposta pedagógica do ensino. Prova disso, são dados apontados pelo Indicador de Alfabetismo Funcional(Inaf), no qual 38% dos estudantes de ensino superior não dominam habilidades básicas da leitura e escrita. Posto isso, não há outro caminho senão a reverter esse cenário.
Em suma, nota-se a necessidade de adoção de medidas tanto governamentais, quanto socias.Portanto,cabe à instituições formadoras de opinião- como escolas, universidades e famílias socialmente engajadas-juntamente á empresas associadas, o incentivo a leitura por meio campanhas ou até mesmo eventos públicos onde seria possível a doação e troca de livros, a fim de aprimorarem a escrita,a fala e a criticidade.Cabe ao Estado,também, a criação de políticas de investimentos em instituições educativas e , o aprovamento de leis que exijam em empresas espaços como bibliotecas, para incentivar a leitura entre os funcionários nos momentos de descanso. Assim formar-se-ão cidadãos mais aptos tanto para vida social quanto para a profissional.Ações como essas coadunam os postulados da Constituição Cidadã Brasileira, cujo ímpeto é garantir um país justo,livre e democrático