Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 23/03/2019

Na conjuntura político administrativa atual, assim como foi no período imperial com as famosas “leis para Inglês ver”, o Brasil tem buscado alternativas que melhorem a avaliação do governo “para eleitor ver”. Assim podemos entender a recomendação feita, pelo ministro da educação em 2011, ao CNE (Conselho Nacional de Educação) de acabar com a reprovação dos alunos dos três primeiros anos do ensino fundamental. Uma postura que, junto com o investimento ineficaz na reestruturação do ensino, dificulta a melhora na alfabetização dos brasileiros.

No que tange ao interesse do governo brasileiro em elevar os números avaliativos da educação ao invés de formar estudantes capacitados, uma reportagem exibida durante o horário politico presidencial de 2018 foi elucidativa. Nela, alunos de escolas do interior do ceará testemunhavam terem recebido os gabaritos das provas do IDEB, elevando o conceito da escola. Com isso, não são identificados os pontos nos quais deveria-se investir em melhorias, os alunos perdem e o político ganha.

Com essa falta de precisão na coleta dos dados das escolas, o Brasil que, segundo a revista Exame, é o décimo quinto em volume de investimento em educação, amarga a quinquagésima terceira posição, de 65, em qualidade. Dessa forma, nosso dinheiro é mal gerido e continuamos com altíssimos índices de “falso-alfabetizados” ou analfabetos funcionais.

Assim sendo, visto a má gestão atual dos recursos da educação, a seriedade das consequências e acreditando em uma resolução para tal lástima, poderíamos (os alunos de escolas públicas) utilizar o poder de influência da internet e, por meio das redes sociais, divulgar situações que corroborem com a formação dos analfabetos funcionais. Podendo ser problemas de estrutura ou intelectual. Pois, já que o poder executivo tenta encobrir a ausência do Estado, nós, alfabetizados, temos esta função: expor a realidade e tentar trazer nossos colegas para o lado de cá das estatísticas.