Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/03/2019

Consoante Hegel, filosofo alemão, o povo é a parte da nação que não sabe o que quer. Nesse sentido, bem se expressa a atual realidade brasileira sob o regimento da problemática do analfabetismo funcional. De tal sorte, para mudar o quadro em questão é preciso ponderar sobre como a presente formatação do sistema educacional e o desinteresse individual do brasileiro para com o conhecimento científico implicam na existência do entrave.

Cabe ressaltar a princípio, que a logística da educação neste país é fator determinante para o déficit da funcionalidade da alfabetização. Isso porque as escolas nacionais são, majoritariamente, focadas no conteudismo essencialmente abstrato. Dessa maneira, o aluno não consegue ver a aplicabilidade de tais saberes na prática da vida, o que, por sua vez, acaba por repelir o estudante do ambiente escolar. Nesse cenário, perpetua-se o crescimento do saber superficial e a afirmação de Hegel continua a ser verdade para o Brasil.

Outrossim, o desinteresse dos brasileiros em superar as dificuldades que precedem a emancipação de suas faculdades mentais também se configura como causa para a persistência do problema. Essa afirmação encontra respaldo no fato de que a aprendizagem depende, sobretudo, de uma predisposição mental daquele que irá aprender. Tal situação se revela, por exemplo, na busca de um vídeo que resenhe um livro que deveria ser lido. Desse modo, vai-se de encontro à máxima do pensador Kant de que a educação é um investimento e não um peso.

Pode-se dizer, portanto, que os pontos supracitados alicerçam o óbice em comento, devendo, por fim, serem superados. Para tanto, primeiramente, é preciso que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, transforme o sistema de ensino de modo a aproximar os conhecimentos científicos e a realidade de vida do aluno por meio da inclusão, no calendário escolar, de dias voltados apenas às atividades práticas para que, com isso, ele entenda a importância de tais saberes. Em segundo lugar - mas em igual grau de importância -, o Estado deve promover o estímulo ao desenvolvimento intelectual por intermédio de propagandas midiáticas, com a finalidade de instigar na população o desejo por uma melhor capacidade mental. Assim sendo, seria alcançado a ordem e o progresso descritos na bandeira deste país.