Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/03/2019

Adotada pelas Nações Unidas desde 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos visa garantira base do respeito à dignidade humana. No Brasil, entretanto, tais garantias, muitas vezes não são verificadas em relação a educação, visto que, três em cada dez jovens e adultos d 15 a 64 anos são considerados analfabetos. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências do analfabetismo funcional no país.

Em princípio, a alfabetização no Brasil é ineficaz, uma vez que, apenas 8% da população é plenamente capaz de entender e se expressar corretamente. Como resultado, o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo é prejudicado. Além disso, reduz oportunidades de inclusão social e empregabilidade. Portanto, o problema é agravante e discriminante.

Ademais, com o sistema educacional fraco, o crescimento da criticidade e capacidade de elaborar opiniões próprias é modesto. Consequentemente, as pessoas com analfabetismo ficam mais vulneráveis à desinformação e mais manipuláveis, correndo mais riscos de cair em golpes e propagar mensagens falsas. Segundo o G1, mais de 30% dos formandos não são proficientes na leitura e na produção de texto. Logo, essas pessoas têm dificuldade de promover autonomia de opinião e reflexão.

Em suma, a aprendizagem possui impasses que podem prejudicar a vida de muitos indivíduos. Nesse sentido, é preciso que as escolas, desde o ensino fundamental, passem a incentivar a leitura, através de grupos de leitura semanais com rodas de conversas, como também, promovam atividades para ampliar o vocabulário, por meio de jogos educacionais de caça-palavras e cruzadinhas. Espera-se, com isso, que as crianças tornem-se adultos que atinjam o nível pleno da alfabetização, alcançando oportunidades de emprego, como também, o incentivo à leitura promova melhor interpretação, formando cidadãos críticos e invulneráveis a manipulação.