Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 21/03/2019
“Decorei, copiei, memorizei mas não entendi”. tal frase faz parte da música “Estudo Errado” do Gabriel Pensador e explícita o analfabetismo funcional- indivíduo que lê mas não compreende o que foi lido. Nesse viés, o problema advém de escolas extremamente conteudistas, além da falta de incentivos a educação no Brasil. Assim, faz-se necessário alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no país.
A priori, é importante pontuar que como diz Rubem Alves: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”. Nesse sentido, tendo em vista essa fala, fica claro que erroneamente algumas escolas tem como prerrogativa formas indivíduos “engaiolados”, que futuramente atuarão como um sistema fordista- por repetições- sem que o cidadão esteja apto a indagar e opinar sobre assuntos propostos. Dessa forma, as escolas devem incentivar e ensinar seus alunos a interpretar ao invés de favorecer o analfabetismo funcional.
Acresce-se a isso, ainda, que o Brasil, infelizmente, não prioriza a educação, o que compromete o desenvolvimento pessoal , social e profissional de seus cidadãos. Em contrapartida, Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo, dizendo: " A educação é uma socialização da jovem geração para pela geração adulta". Assim, percebe-se que na fala do filósofo que para o desenvolvimento do país é crucial investimentos na base do sistema educacional para a formação de profissionais mais preparados ao mercado de trabalho.
Portanto, é notório que medidas sejam tomadas para que o analfabetismo funcional não persista no país. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação rever a formulação de escolas, priorizando a aprendizagem cognitiva e psíquica, por meio de aulas dinâmicas- com tetros e debates- a fim de impulsionar a compreensão e interpretação dos assuntos. Outrossim, é fundamental que o Governo Federal aumente os investimentos na educação, qualificando escolas e professores. Com tais medidas o “decorar sem entendimento” não fará mais parte da realidade.