Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), a quantidade de brasileiros que têm dificuldades para interpretar textos ainda é muito significativa, apesar da redução desse número durante os anos 2001 e 2015. Assim, é necessário que o poder público adote medidas para acelerar essa diminuição, mediante à correção de algumas precariedades existentes nas escolas públicas e à alteração dos métodos tradicionais de ensino para formar o pensamento crítico.
Em primeiro lugar, é possível afirmar que muitos colégios não possuem bibliotecas, têm número insuficiente de professores e de livros didáticos, os quais são fatores que desestimulam o desempenho dos alunos, por meio da falta de atenção e da não realização das tarefas propostas durante as aulas. Por conseguinte, essas pessoas ao concluírem a educação básica, terão dificuldades para acessar o ensino superior, o que pode ser exemplificado nas situações em que alunos de direito não conseguem compreender as leis para formular argumentos essenciais para defender os réus. Segundo o filósofo John Locke, o Estado é fruto da soberania popular, portanto, possui a obrigatoriedade de garantir os direitos da nação, o que valida a obrigação do governo em solucionar esses problemas existentes na educação para combater o analfabetismo funcional.
Em segunda análise, pode-se definir que método tradicional de estudo consiste somente na memorização dos conteúdos transmitidos durante o monólogo do professor. Em razão disso, os alunos são estimulados a realizar exercícios para fixar essas matérias, ao invés de serem incentivados a pesquisarem, a criticarem e a tirarem conclusões do que aprenderam, o que dificulta a formação de um conhecimento de mundo essencial para que esses indivíduos consigam interpretar textos. De acordo com Sócrates, a prática de diálogos refutativos e questionadores por um grupo de pessoas promove a construção de um senso crítico e de uma informação concreta. Essa teoria filosófica comprova a necessidade de mudar os sistemas permanentes de ensino das escolas para que o analfabetismo seja evitado quando os estudantes são instigados a refletirem sobre os temas propostos pelos educadores.
Em síntese, vale ressaltar que as condições precárias das instituições de ensino e as formas atuais de se educar são os principais elementos que devem ser solucionados pelo governo para aumentar a estatística de pessoas plenamente alfabetizadas. Assim, o Ministério da Educação (MEC) deve investir, por meio do uso do dinheiro dos impostos, na compra de materiais didáticos e na construção de bibliotecas para as escolas. Além disso, o MEC deve investir a síntese de bolsas de iniciação científica no ensino superior que construam um novo modelo de ensino que envolva ativamente os alunos, com objetivo de contratar professores capazes de evitar o aumento do analfabetismo funcional no Brasil.