Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/03/2019
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o analfabetismo está presente em cerca de 8,7% da população total do país. Na mesma esfera ao retratar o analfabetismo funcional que se caracteriza pela dificuldade de exercitar determinadas atividades, como interpretar textos, escrever e fazer cálculos simples, esse percentual sofre um grande aumento. É indubitável que essa intempérie se deve a fragilidade educacional brasileira e prejudica diretamente setores da economia, visto que esse défice afeta a empregabilidade populacional.
Em primeiro lugar, nota- se que essa mazela é mais frequente em grupos não favorecidos financeiramente. Por efeito, resta a eles optarem pela educação pública que hodiernamente se mostra sucateada devido a negligência de investimentos governamentais. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, certificando que a precariedade do sistema contribui para o desenvolvimento de uma sociedade estamental.
Ademais, é notório que esse descaso escolar também está presente em cursos superiores. Assim, fica evidente que receber um diploma não significa estar apto para o mercado de trabalho e com isso a economia brasileira se mostra comprometida que simultaneamente favorece com o surgimento da desigualdade social. De acordo o pensador Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”, desse modo é de responsabilidade governamental como gestor dos interesses públicos o dever de criar medidas em prol de amenizar esse infortúnio.
Em decorrência disso urge ao Governo Federal a tarefa de reverter esse cenário. O governo, por sua vez, deve através do recolhimento de impostos aumentar o investimento no setor educacional, de modo que o torne capaz de promover autonomia da população em atividades como refletir, pensar e opinar. Além da criação de políticas púbicas intraescolar com intuito de incentivar a leitura que por consequência desenvolve habilidades interpretativas, dessa forma assegurando uma educação de qualidade e um melhor desenvolvimento econômico para o país.