Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
No século XIX, no Brasil, ocorreram grandes modificações sociais no país com a vinda família real, como a implementação de um sistema educacional sistematizado. No entanto, hodiernamente, mesmo com uma diminuição do analfabetismo nas últimas décadas há a constatação de pessoas, as quais são alfabetizadas de maneira mecânica, apenas com a capacidade de decodificação de palavras e uma inaptidão em interpretar esses códigos. À vista disso, infere-se que tal problemática é inerente à ineficiência do Estado e à ineficácia do modelo educacional.
A priori, consoante o filósofo Aristóteles, a finalidade da função estatal deve ser o bem comum e não os interesses de quem governa. Assim, a crescente corrupção do Estado, mediante desvios de verbas e ações de benefícios próprios, acarreta em uma falta de investimentos e de infraestrutura em setores básicos para a sociedade, como a educação, saúde e segurança. Desse modo, no Brasil, é notório a precariedade dos institutos de ensino, os quais não possuem condições para atenderem as necessidades dos alunos e não possuem meios de valorização dos professores. Destarte, cria-se uma sociedade de diplomados, mas sem a capacidade de se reinventarem diante de dificuldades.
Outrossim, conforme o psiquiatra Augusto Cury, o padrão educacional brasileiro forma repetidores de informação, os quais não possuem a capacidade de coordenarem seu conhecimento. Dessa forma, os indivíduos são ensinados, de maneira que possam apenas reproduzir aquilo que lhe foi ensinado sem a capacidade de aprimorar o conhecimento e de buscar novos caminhos para a resolução de problemas. Desta maneira, a educação brasileira tem mostrado, cada vez mais, a sua ineficiência em preparar indivíduos capazes de criarem soluções criativas para problemas distintos, sem ser da maneira que lhes foram ensinados. Por consequência, a impotência desse modelo de educação acaba por criar uma sociedade inerte sem a competência de inovação.
Por conseguinte, para que haja uma educação sistematizada, como a do século XIX sem a incapacidade do modelo vigente, são necessárias ações estruturais na educação. Com isso, cabe à Câmara de Deputados, por meio de projetos de lei, a implementação de novos investimentos na educação, os quais possam melhorar a infraestrutura das instituições de ensino e a intensificação da fiscalização do destino dessa verba, a fim de que haja melhores condições de ensino público para a sociedade. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de diretrizes educacionais. a transformação da formação dos profissionais de educação, a qual vise o ensino de maneiras de desenvolver e diversificar o raciocínio do aluno, para que haja o desenvolvimento de indivíduos inovadores nos demais setores da sociedade.