Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

O Analfabetismo funcional presente na sociedade brasileira do século XXI.

No contexto social vigente, verifica-se que o analfabetismo funcional é um problema que atinge milhares de brasileiros, e que tem apresentado aumentos significativos nos últimos anos, segundo o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf), três em cada dez pessoas de 15 a 64 anos são analfabetos.

Deve — se salientar que, um dos motivos que aumenta o analfabetismo funcional no Brasil é o trabalho infantil, muitos jovens evadem da vida escolar por terem que trabalhar para ajudar suas residências e familiares. Pode — se perceber, portanto, que o trabalho infantil está enraizado na história e ideologia dos brasileiros, o que dificulta a erradicação do analfabetismo funcional. Tendo em vista, que isso gera uma evasão escolar, as escolas devem aproximar as famílias para que assim ocorra um vínculo entre pais, aluno e professores. Desse modo, estratégias pedagógicas podem resgatar os alunos como as olimpíadas brasileiras de língua portuguesa e matemáticas.

É importante enfatizar que o analfabetismo funcional está ligado também ao exercício da cidadania e a avaliação do voto. Entretanto, a lei obriga o indivíduo a votar, mas não garante educação o que impossibilita que essa população tenha um senso crítico sobre a política e economia do país.

Em decorrências dos fatos, apesar do nível de escolaridade básico ou do diploma de graduação, as limitações do analfabetismo funcional existem e representam um obstáculo tanto para o desenvolvimento pessoal quanto profissional. Nesse contexto, é importante intensificar que, segundo o escritor Alvin Toffler,“O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender, e reaprender”.

Fica evidente, portanto, que o analfabetismo funcional reduz oportunidades de inclusão social e empregabilidade, e precisa ser combatido. Como forma de garantir isso, cabe ao Plano Nacional de Educação em parceria com o Ministério da Educação e Cultura promover políticas educacionais e investimentos em educação, visto que escolas de tempo integral podem ajudar a amenizar o analfabetismo funcional. É dever do governo federal investir e implantar creches e escolas primárias, pois, a alfabetização deve ser realizada deis dos primeiros anos escolares. Ademais, é essencial que programas governamentais como a Educação de Jovens e Adultos (EJA), Brasil Alfabetizado e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), devem ser propagados pela mídia social. Além disso, é necessário que a população utilize as redes sociais para indicar livros, pois, assim todos os cidadãos poderão comentar e observar a importância acerca das obras. Dessa forma o Brasil poderá superar as dificuldades encontradas na alfabetização funcional de jovens e adultos.