Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

Não é de hoje que se sabe que o índice de analfabetismo no Brasil ainda é grande, tendo milhões de analfabetos acima dos 15 anos de idade. Conforme o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, porém a educação está muito abaixo do que o esperado para a construção de uma sociedade de valores iguais. Atualmente no Brasil quase a metade da população não sabe ler e escrever, alguns cidadãos só sabem distinguir palavras pequenas, minimamente, letras, frases isoladas, algumas sentenças e textos curtos, demonstrando uma absoluta dificuldade de interpretação de textos.

No Brasil 7% da população com 15 anos ou mais é considerada analfabeta, de acordo com a pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) de 2017, o que representa ainda 11,5 milhões de pessoas. Segundo o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número aponta para um perfil dos analfabetos brasileiros formado majoritariamente por idosos que, quando jovens não tiveram acesso á escola porque ela era destinada apenas a pessoas de classes sociais mais abastadas. A incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples é a amostra da falta de oportunidade ou da insuficiência da educação que teve ao longo dos primeiros níveis de escolaridade.

De acordo com o filósofo brasileiro Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, desse modo é possível analisar do que adianta concluí um determinado nível de escolaridade sem ao menos ter a capacidade de redigir e interpretar determinados contextos. Isso é uma realidade causada pelos modelos de educação arcaicos, sem inovações, que tolhem a capacidade criativa dos sujeitos, gerando insegurança e insatisfação pessoal. Convencidos de que não adianta continuar na escola, muitos estudantes se afastam da mesma por pura falta de motivação, por não acreditarem que são capazes de vencer.

O medo domina as sensações prazerosas do aprender, pois repetências anteriores, exposições diante dos colegas, humilhações dentro da sala de aula coíbem o sujeito, demonstrando que ele não é capaz. No Brasil ainda existe a concepção de que os menos favorecidos não têm condições de aprender, devendo aceitar que são a mão de obra pesada e barata do país, estando às margens da nossa pirâmide social. Contudo é importante que o investimento na educação aumente cada vez mais, a instalação de projetos sociais onde priorize a participação dos menos favorecidos, tanto jovens como adultos, avanços para a educação de jovens e adultos (EJA), as secretárias de educação, o ministério de educação-MEC, e demais institutos e principalmente o governo deveria priorizar sempre a educação.