Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/03/2019

Por definição, analfabetismo funcional é a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples ou realizar pequenas contas matemáticas. No Brasil, três em cada dez brasileiros tem algum nível de analfabetismo, segundo o Inaf (Indicador de Analfabetismo Funcional), persistindo esse quadro desde 2001. A questão é que, a evasão escolar corrobora para o presente cenário, uma vez que milhares de brasileiros não conseguem concluir o ensino médio por diferentes razões. Juntamente, o deficiente ensino público e a ausência de aulas estimulantes voltadas para a leitura, prejudicam o processo formação mesmo daqueles que já concluíram o ensino superior, visto que também estão inclusos na atual estimativa.

A evasão escolar continua sendo um dos grandes desafios da educação no Brasil. Milhares de jovens abandonam o ambiente escolar por inúmeras razões, sendo o trabalho precoce um deles. Assim, ao se tornarem adultos, se deparam com as contrariedades que a ausência da educação acarreta, como dificuldades na compreensão eficiente da leitura de textos, contas simples de matemática relacionadas com o dia-a-dia, entre outros, o que se torna um impasse, uma vez que gera obstáculos no processo de compreender e ser compreendido dentro da sociedade em que vivem.

Ademais, de acordo com o Inaf, cerca de 4% dos jovens e adultos que concluíram o ensino superior também estão entre os analfabetos funcionais, constatando, desse modo, que existe algum tipo deficiência durante o processo de aprendizagem, seja na base como no ensino fundamental e médio, ou no superior. Além disso, a ausência de aulas estimulantes nos atuais currículos de grande parte das escolas, como as especificas para leitura, culminam em gerar certo desinteresse nos alunos pela prática da leitura e interpretação de textos, colaborando para a manutenção do presente cenário.

Assentadas tais premissas, medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. Cabe ao Governo Federal em parceria com os Estados e municípios, o empenho na formação de uma educação de base mais consistente para os jovens brasileiros, investindo na atualização dos profissionais de ensino, implementação de aulas como as de leitura, e estimulo às escolas a realizarem projetos que visem o incentivo aos alunos pelas matérias básicas, como português e matemática. A sociedade, cabe o entendimento sobre a importância de projetos como o EJA (Educação de jovens e adultos) e o Projovem, para a formação de adultos e jovens que não conseguiram concluir o ensino no tempo adequado, propiciando assim, indivíduos plenamente alfabetizados capazes de se comunicar e ser entendidos, gozando integralmente de seus direitos como pessoa e cidadão brasileiro.