Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 23/03/2019

É fato de que o ser humano tenta registrar a sua existência em formas artísticas, até mesmo quando o termo ainda não existia, mantendo assim viva uma cultura e transmitindo para novas gerações.  A arte da leitura e da escrita fora controlada por séculos pelas mãos do clero e da alta burguesia. Assim, a contenção social sobre o que acreditava-se era mais fácil e sem questionamento. Atualmente, o Brasil embora tenha avançado na educação ainda encontra-se com lacunas pedagógicas,  como reflexo dessa situação tem-se o analfabetismo funcional, em que jovens possuem a conclusão do ensino médio nas mãos no entanto, não conseguem ler ou interpretar.

Vale ressaltar, que o MEC determina que crianças até 8 anos devem ser alfabetizadas, contudo, sabe-se que essa não é a realidade brasileira, hoje grande parte das crianças são aprovadas e passam de ano sem aprenderem o que foi proposto na grade curricular do ano anterior. É importante lembrar, que existe uma parcela social que não frequenta a escola, ou não possuem escola para ser frequentada, aumentando assim, a fração de futuros adultos com problemas em adentrar uma faculdade ou em entrevistas de emprego, desencadeando maior índice de desigualdade.

É indispensável mencionar, que a responsabilidade dessa problemática estende-se para os professores despreparados e com cargas excessivas de trabalho, geralmente lecionando em duas escolas ou mais; dessa forma, não conseguem suprir seus alunos nas dificuldades que apresentam. Cabe destacar, a direção escolar que encobre esses alunos, contando décimos para uma aprovação  forçada na média, do mesmo modo, para o modelo educacional vigente, que tem falhas, sendo também arcaico. Assim, é perceptível que a junção dessas adversidades em algum momento iriam colapsar esse sistema, sendo de alta relevância, no primeiro momento amenizar seus impactos e em um segundo instante tratar na raiz do problema.

Fica claro, portanto que essa circunstância vem acompanhado a identidade brasileira por anos e deve ser combatida. Por tanto, é necessário que a curto prazo seja feitas avaliações periódicas pelo MEC, para tomar conhecimento do real nível do aluno, tornando claro quais são as dificuldades dentro da sala de aula, seja na alfabetização, seja na interpretação. Conta-se também, com o apoio do Governo para que futuramente, ações sejam tomadas para a melhora dos salários dos professores, seguida da valorização desse profissional, para que também as novas propostas de ensino médio sejam aplicadas com sucesso. Assim, a educação cumprirá seu papel na sociedade de formar indivíduos com senso crítico, capazes de avaliar situações também fora dos muros dos colégios como, calcular seus impostos ou tomar a decisão assertiva em uma eleição. Cidadãos pensantes protagonistas da própria história.