Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/03/2019
A Constituição da República Federativa do Brasil garante, a todos os indivíduos, o direito a educação. Entretanto, a má qualidade da estrutura educacional brasileira impossibilita que esse direito seja plenamente desfrutado pelos cidadãos, resultando assim, em uma parcela da população que apresenta níveis insuficientes no ensino básico.
Segundo dados do Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF), 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, ou seja, são incapazes de compreender textos e interpretá-los. É necessário destacar, que uma das causas do problema está localizada nos primeiros anos de ensino e envolvem fatores como a baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos, má remuneração dos professores, e carência de investimentos no campo educacional.
Outro impulsionador do problema, é a falta de interesse por parte da população. De acordo com o ex-ministro da cultura, Juca Ferreira, “o Brasil não dá a importância necessária à leitura e é uma vergonha o índice de livros lidos per capita dos brasileiros ser apenas 1,7 por ano’’. Sob a ótica de Zygmunt Bauman, o ser humano é regido pelo imediatismo. No entanto, o conhecimento é adquirido ao longo do tempo, não recebendo, dessa forma, seu devido valor.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que transformem esse cenário. Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo tomar atitudes que aumentem a parcela de impostos arrecadados destinada ao âmbito educacional, de modo que essa área receba investimentos e possua profissionais mais qualificados. Além disso, o Ministério da Educação deverá ministrar palestras, visando orientar os pais sobre a importância da sua participação nas escolas. Somado a isso, cabe à mídia, por meio de campanhas e propagandas, incentivar o hábito da leitura à população.