Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

Em países sul-americanos como Chile e Argentina, o número de pessoas que não sabem ler e escrever aproxima-se da erradicação. No Brasil, entretanto, o analfabetismo ainda se apresenta de forma alarmante e crescente, sobretudo nas regiões periféricas do país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível medida relacionada a esse atraso social.

Em primeiro plano, verifica-se que a morosidade operacional da educação brasileira é fator que sustenta o problema. Desde seus primórdios, a escrita foi usada para controlar os mais humildes, quando somente a nobreza, sacerdotes e escribas eram versados dessa arte. Sob esse viés, e mediante a uma analise da realidade, nota-se a prevalência da desigualdade educacional, uma vez que escolas com nível socieconômico maior têm praticamente o dobro de capacidade de alfabetização em relação àquelas com nível socieconômico menor.

Outrossim, cabe ressaltar a dificuldade que muitas pessoas demostra ao não compreender textos. De acordo com o Portal de noticias G1, no Brasil, há cerca de 14 milhões de analfabetos absolutos e mais de 35 milhões de analfabetos funcionais, ou seja, apenas 8% da população brasileira são considerados plenamente analfabetos. É, portanto, inaceitável que em uma país , onde a educação não é priorizada, uma fatia menor da população que possui diploma de nível superior acredita, equivocadamente, estar numa condição confortável.

Portanto, os crescentes casos de analfabetismo e desigualdade educacional, em diferentes regiões do país, comprovam a urgência de medidas por parte do Governo Federal. O Ministério da Educação em parceria com setores da mídia, deve esclarecer a população, por meio de uma ampla divulgação midiática, com palestras e criação de uma ‘‘secretaria especial’’ que possa administrar com rigor os recursos e investimentos destinados a alfabetização, por exemplo, na forma de cursos de aperfeiçoamento para professores. Espera-se, com isso, promover a adesão da grande população e reverter o crescente caso de analfabetismo no Brasil.