Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/03/2019
A educação é um direito básico de todo indivíduo como cidadão. Entretanto, acaba servindo indiretamente como um mecanismo excludente, pois não contempla toda a população em sua plena qualidade. Uma prova disso são os analfabetos funcionais, uma parcela de 29% da população brasileira, que, apesar de saber ler e escrever apresenta dificuldades em interpretar textos e realizar operações matemáticas básicas. Fatos que são explicados pelo baixo investimento na educação e a falta de incentivo escolar.
Em primeiro lugar é importante ressaltar que o Brasil investe apenas 6% do seu PIB (produto interno bruto) na educação pública. A ausência desse investimento é refletida na falta e más condições das escolas, no déficit de material pedagógico de qualidade e nos salários medíocres pagos aos professores. Características essas que dificultam o acesso de crianças e jovens, principalmente de baixa renda, a uma educação que atenda aos padrões exigidos na atualidade
Ademais, de acordo com a filosofa brasileira Viviane Mosé, a educação precisa ser viva e contemporânea, o que, de fato, não acontece nas escolas do Brasil. Professores por muitas vezes falham em não contextualizar o conteúdo abordado na sala de aula à realidade da classe, dificultando a assimilação de assuntos básicos por se afastarem do dia-a-dia do aluno. Diante desse desincentivo, torna-se comum um grande número de evasões escolares, principalmente no ensino médio. Parafraseando o filósofo Immanuel Kant “O homem é o que a educação faz dele”, torna-se evidente que medidas são necessárias para a resolução da problemática. É primordial que o Governo Federal aumente ou aplique melhor os investimentos acerca da educação. Enquanto o Ministério da Educação deve atuar desenvolvendo cursos que qualifiquem escolas e professores, para que possam adequar seus ensinos ao cotidiano dos alunos de cada instituição. Dessa maneira, caminharemos para uma sociedade mais justa e igualitária.