Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/03/2019
No Brasil, o direito à educação de qualidade e a todos entrou em vigor a partir da Constituição de 1988. Porém, mesmo que muitos jovens e adultos tenham sido alfabetizados, 3 em cada 10 pessoas de 15 a 64 anos são analfabetos funcionais no país, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). Portanto, analfabeto funcional é aquele sujeito que sabe ler e reconhecer os números, mas não consegue interpretar textos simples e realizar algumas operações matemáticas, sendo assim, um grande problema presente na sociedade brasileira.
Isso se dá devido à uma escolarização tardia, que se iniciou apenas no começo do ano de 1960. Assim como, a baixa qualidade do ensino básico nas escolas, a qual está mostrando mais as regras gramaticais do que ensinando o aluno a interpretar o texto. Além disso, uma grande parte da população vive em estado de pobreza, o que contribui para o abandono escolar de muitos alunos, os quais preferem ir em busca de trabalho para ajudar a família. Ademais, se tem o enorme descaso do governo brasileiro para com a educação, onde se é desviado grande parte dos investimentos destinados às escolas públicas.
Como resultado, se tem a dificuldade de compreensão dos gêneros textuais pelos indivíduos, ocasionando o prejuízo de seu desenvolvimento intelectual, dificultando a sua inserção no mercado de trabalho, pois como afirma o escritor Antônio Lobo Antunes, “um povo que lê, nunca será um povo escravo”. Ademais, faz com que a pessoa não consiga desenvolver opinião própria e seu pensamento crítico. Além disso, o analfabeto funcional fica mais vulnerável as famosas “fakes news” presente na internet.
Em virtude dos fatos mencionados, é imprescindível que todos se conscientizem de que a leitura deve fazer parte do dia a dia de cada pessoa. Portanto, é essencial a atuação do Ministério da Educação no aprimoramento do letramento nas escolas, com o auxílio dos pais, permitindo ao aluno se apropriar da escrita, desenvolver seu pensamento crítico e interagirem em vários contextos sociais. Também, que a sociedade em geral possa adquirir novos hábitos à leitura e a informação, possibilitando ter uma maior interpretação textual, pois como afirma o pedagogo Paulo Freire, “não basta saber ler que ’eva viu a uva’. É preciso compreender qual a posição que a uva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho”. E por fim, que o Governo junto com o Ministério da Educação invista em ONG’s, principalmente nos locais mais necessitados, onde possam ser trabalhando a leitura e a interpretação com cada cidadão.