Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/03/2019
Adotada pelas Nações Unidas desde 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos visa garantir a base do respeito à dignidade humana. Entretanto, nos dias de hoje com a visão mercantilista da educação, tais garantias, muitas vezes, são afetadas. Nesse sentido, um diálogo entre Estado e sociedade sobre alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil é medida que se impõe.
Em primeiro plano, verifica-se o desleixo e preterição social com a educação é um fator que sustenta o problema. Um processo que começou com um país historicamente marcado pela elitização educacional nesses casos tende a construir um desinteresse para a população. Sob esse viés, 38 milhões de brasileiros são analfabetos funcionais, segundo o jornal o Globo. Logo, é inaceitável que a sociedade, lamentavelmente, não dê primazia para a qualificação do ensino.
Concomitante a essa dimensão de prioridade é que o pensamento do economista britânico Arthur Lewis torna-se relevante, já que ele classifica a educação como um investimento de retorno garantido por ser base para formação do senso crítico. No entanto, o país infelizmente parece ignorar os princípios de Lewis, ao não propiciar um ensino de qualidade aos cidadãos, corroborando, significativamente para a formação de indivíduos com maior dificuldade de compreensão e interpretação textuais.
Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação reestruture o aprendizado de base e crie novas escolas, através do apoio financeiro de construtoras em troca de abatimentos dos impostos dessas empresas, juntamente com a capacitação dos profissionais, em busca de apresentar novas metodologias para lecionar e incentivar a participação dos alunos de modo mais enérgico e eficiente, por meio de palestras, roda de conversas e debates, a fim de alcançar a participação de todos. Dessa forma, espera-se reduzir o número de iletrados e atingir melhorias na qualidade de vida dos brasileiros.