Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/03/2019
O analfabeto funcional é o indivíduo que consegue ler e escrever, todavia não é capaz de interpretar textos ou organizar e defender teses, tanto orais quanto escritas. Esse problema tem início na infância, momento em que a criança é introduzida ao universo da leitura, que é vista apenas como algo a ser aprendido ao invés de uma ferramenta de aprendizagem.
A falta de habilidade interpretativa pode ser vista com a facilidade em discussões nas rede sociais, em que alguns dos envolvidos provam-se incapazes de defender suas ideias com clareza.
Isso pode ser observado também no mercado de trabalho, onde funcionários não conseguem entender manuais de segurança e instruções nem informações dadas pela empresa através de outros departamentos, por consequência a competitividade e produtividade é afetada e pode ser a causa de prejuízos devido a erros que podem ocorrer durante os processos.
Ao se avaliar o histórico do indicador de analfabetismo funcional é notável que o país teve avanços na alfabetização básica e elementar, porém os níveis pleno e proeficiente mantiveram-se os mesmos com o passar dos anos.
Para reduzir esses índices faz-se necessária a criação de uma parceria entre os ministérios de Educação e Cultura e de Ciência e Tecnologia que implemente políticas de incentivo à leitura desde a infância de forma a provocar o interesse infantil em diversos temas do dia-a-dia, que o MEC invista em um ensino básico de qualidade a fim de valorizar a problematização e discussão de maneira que valorize-se o pensamento holístico e uma mudança vinda da comunidade científica, com a finalidade de transformar a linguagem científica em algo mais simples, de maneira a atrair o grande público a participar dos debates e descobertas.