Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
Para o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida”, vivenciada durante o século XX. No entanto, quando se observa o elevado índice de analfabetismo funcional no Brasil, é perceptível que essa “modernidade líquida” permanece intrinsecamente ligada à realidade hodierna do país. Nesse contexto, duas vertentes se fazem necessárias para melhor análise da situação: o comportamento dos pais diante do problema e a precariedade da educação.
Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de preocupação dos pais em relação à escolaridade. O costume de inserir os filhos na escola desde a infância é algo típico, mas muitos cometem desvios e os deixam fora de tal ambiente durante um certo período, o que posteriormente gera maiores dificuldades no âmbito escolar, visto que terão dificuldades ao lidar com outras crianças que já possuem certa noção educativa e desenvolvimento estudantil.
Além disso, é de conhecimento geral que o sistema educacional brasileiro é precário. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, e analisando a falta de investimentos voltados para a educação, é notório que o pensamento Kantiano faz jus à realidade, o que corrobora as altas taxas de analfabetismo funcional na atualidade.
Portanto, medidas são necessárias para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. A fim de atenuar os problemas, o Governo Federal deve unir-se ao Ministério da Educação e ampliar os investimentos educacionais nas escolas do país, para que a problemática seja amenizada e não prossiga com a difusão de analfabetos funcionais, além de promover divulgação midiática que mostre a importância de inserir as crianças nas escolas, para que conscientize os pais de se preocuparem com a escolaridade dos filhos. Com a adoção de tais propostas, grande parte das barreiras que impedem a adversidade de ser solucionada serão rompidas, afinal, a educação é a maior força transformadora.