Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/03/2019
Na hipérbole de Lima Barreto, “Os Bruzundangas”, o autor alude a uma nação alicerçada à entropia social. Execravelmente, o ínterim versado vige na realidade brasílica, haja que a inópia de coalização sociopolítica no que tange à insulação do analfabetismo vilipendia o artigo 6° da Carta Cidadã. Nesse sentido, infere-se a monta de maior incumbência de Ordem Pública, bem como de criticidade cívica para cevar o direito à educação.
Máxime, avulta-se a incúria estatal para placitar a invariabilidade das máximas sociais. Sob esse viés, destaca-se que, embora a Lei das Diretrizes e Bases da Educação embleme uma gradação na integração social pelo processo educacional, há exíguo reforço sociopolítico para placitar a desincorporação das dissimetrias socioeconômicas, o que agrava a evasão escolar e o repto de inserção laboral. Destarte, denota-se que a parcimônia de sinergia entre Ministério da Cidadania - MC - e Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos - MMFDH - diverge da teoria Rawlssiana, segundo a qual os apanágios devem enaltecer a sociedade.
Equitativamente, ressai-se a penúria de corduras antrópicas, atreladas a displicência de corporações sociais. Nessa vereda, sobreleva-se que o âmbito delineado pelo Movimento Escola Nova não foi efetivado no hiato vigente, uma vez que a transitoriedade do Plano Nacional de Educação - PNE - obsta a consolidação da cultura autocrítica construtiva e de sapiências mútuas. Dessarte, sobrexcede-se o lapso das relações coletivas para consolidar os princípios progressistas da alfabetização.
Impende, pois, que os direitos educandários seja endossados pragmaticamente. Nessa alheta, é impreterível que, por meio de verbas governamentais, o MC e o MMFDH canalizem investimentos à proficuidade intelectual, impedindo a evasão escolar e assegurando a integração trabalhista. Sincrônico, é imprescindível que o Ministério da Educação implemente a disciplina “Processos Civilizatórios” com fito de firmar o papel transformador da educação. Assim, a realidade distanciar-se-á da desordem versada por Barreto.