Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 23/03/2019

Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo. Segundo o filósofo Wittgenstein a linguagem e o mundo estão intrinsecamente ligados. Dessa forma quanto mais restrita a habilidade comunicativa menor se torna a possibilidade de interação do indivíduo. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar o índice de analfabetismo funcional que permeia a população em diversas esferas sociais.

Autores como Rubem Alves, que descreve o Brasil como um país de analfabetos que sabem ler mas não leem, apresentam um panorama da sociedade moderna. Segundo o instituto Paulo Montenegro, que mensura o nível de analfabetismo brasileiro, cerca de 3 em cada 10 pessoas, dentre todos os graus de escolaridade, são analfabetos funcionais. Tal dado evidencia a existência do ensino de códigos mas a negligência quanto ao incentivo a leitura, por exemplo.

É importante compreender também o papel das novas tecnologias de comunicação nesse cenário. A internet garante uma gama de informações de forma a condicionar seus usuários a observação rápida e superficial do conteúdo visando acessar a maior quantidade de informações no menor espaço de tempo. A longo prazo a observação ultrapassa a necessidade de interpretação, a deixando enfraquecida.

Logo, perceber como Rousseau, que o homem é produto da educação que recebe é fundamental para atenuar o problema. As escolas, junto ao ministério da educação e a mídia precisam lançar campanhas de incentivo a leitura, apresentando conteúdos de forma acessível seja pela internet seja por meio de bibliotecas públicas. Dessa maneira será possível ampliar o mundo, como propõe Wittergentein, através da melhor compreensão da linguagem, tanto como forma de lazer quanto a oportunidade de crescimento profissional.