Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
Um país desenvolvido faz-se com educação de qualidade!
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito a uma educação de qualidade. Conquanto, no Brasil ainda há cerca de 7% de analfabetos absolutos. Essa porcentagem aumenta ainda mais em se tratando de analfabetismo funcional, quando o indivíduo consegue ler e escrever frases simples, no entanto possui enorme dificuldade em interpretá-las, sabem decodificar os símbolos, mas não o que eles querem dizer. Nessa perspectiva, tal problema deve ser superado para que uma sociedade melhor seja alcançada.
A educação é o fator principal para o desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público muito eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é o analfabetismo funcional ainda presente. Esse problema desanima as crianças na fase de aprendizagem e pode aumentar o número de desempregados. Jovens e adultos que não entendem um manual de instrução, comunicados e normas ou não conseguem escrever respeitando as normas padrões da língua escrita possuem poucas chances no mercado e trabalho.
Faz-se mister, ainda, salientar que essa questão promove a exclusão social. Muitas pessoas veem com julgamentos ou “maus olhos” aqueles que apresentam dificuldade em entender e escrever textos mais elaborados ou metafóricos. Por não conseguirem conquistar empregos mais consagrados ou apenas não terem alta escolaridade são rejeitados e deixados de lado. Entretanto, a culpa não pode ser “jogada” em cima das vítimas, pois a causa dessa situação está no defasado sistema público de educação.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um país melhor. Dessa maneira, o governo, junto com a secretária de educação, deve planejar programas e projetos que busquem uma maior qualificação e compromisso dos funcionários, melhor infraestrutura e, principalmente, melhores métodos de ensino. Não esquecendo, claro, de mobilizar a comunidade, mostrando a importância da participação de todos no combate ao analfabetismo funcional. Assim, o Brasil poderia se tornar uma sociedade mais desenvolvida.