Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
Na Grécia Antiga apenas alguns atenienses - os que tinham acesso à educação e leitura - participavam das reuniões na ágora. Atualmente, esse local é representado por outras instituições, mas possuem o mesmo objetivo de debater. Dessa forma, a alta parcela de brasileiros analfabetos funcionais tornam-se incapazes de interpretar e construir argumentos devido à falta de projetos motivacionais nas escolas ou pelo ambiente familiar desestruturado.
A princípio, o analfabetismo funcional, no Brasil, atinge mais de 30 milhões de pessoas e é um dos problemas que impede o desenvolvimento social. Contudo, é possível identificar fatores que favorece esse cenário como, por exemplo, os mínimos projetos ou debates motivacionais sobre leitura que deveriam ser propostos pelos órgãos educacionais e a preocupação de ter que trabalhar muito para sustentar a família. Sob essa análise, é possível interligar esse obstáculo à predominância da mão de obra pesada e barata, consequentemente esse conjunto ocupa setores marginalizados.
Segundo Paulo Freire, o homem não consegue se desenvolver no escuro, isto é, sem incentivos como a palavra, o trabalho e a reflexão. Nesse sentido, o primeiro contato do indivíduo com a luz é o ingresso à leitura e deve ser influenciado pela família desde a infância. Entretanto, famílias desestruturadas ou com pais que trabalham em período integral não facilitam esse processo e, assim, a criança não desenvolve o hábito de ler.
Sendo assim, o combate ao analfabetismo funcional deve tornar-se efeito, haja vista que a sua predominância estimula o controle e alienação das pessoas. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com outros órgãos de apoio à família forneçam, por meio de palestras e feiras de leitura, assistência as mesmas para proporcionar equidade entre as distintas classes sociais. Logo, haveria uma significativa mudança no país em relação à análise e compreensão desses.