Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/03/2019
Marcada por uma educação de baixa qualidade, a sociedade brasileira tem enfrentado até na atualidade o analfabetismo funcional. Esse problema é caracterizado pela incapacidade de compreender textos simples, apesar de que o indivíduo saiba decodificar os signos, o mesmo não consegue interpreta-los. Portanto, percebe-se que essa questão reflete negativamente no contexto educacional, demonstrando a impotência desse sistema.
É importante revelar primeiramente, que apesar do analfabetismo funcional parecer menos danoso que o absoluto, ele implica bastante na vida do cidadão, já que o mesmo pode encontrar dificuldades para adaptar-se a um contexto mais formal, como uma entrevista de emprego, por exemplo. Além do problema ser grave, a amplitude que ele alcança também é alarmante, levando em consideração que cerca de 38 milhões de pessoas fazem parte dessa parcela, segundo os dados do indicador de analfabetismo funcional (Inaf).
Em decorrência disso, é relevante citar o pensamento do filósofo Immanuel Kant, em que diz: ´´ O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele``. Ao analisar essa ideia, percebe-se o quanto é necessário um desenvolvimento educacional que atenda todos os grupos sociais, já que esse bem é direito de todos e não deve privilegiar um pequeno grupo, mas sim estar enraizado na formação da população.
Com essas constatações, fica evidente a dimensão desse entrave e a necessidade de políticas públicas que transformem esse cenário. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, elaborar planejamentos que estruturem a base educacional e monitorem uma alfabetização efetiva, além de reafirmar o conhecimento daqueles que não possuem uma formação correta, e assim apaziguar essa situação.