Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/03/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação básica para a inserção digna de alguém na sociedade. Conquanto, fatores como o analfabetismo funcional impossibilitam que esse direito seja realmente universal na prática. No Brasil, os desafios para combater tal problema giram, especialmente, em torno da negligência e falta de investimentos por parte do governo no setor educacional acrescido ainda da má distribuição de renda. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade mais integrada, desenvolvida e igualitária seja alcançada.
A educação é um fator crucial no desenvolvimento de um país, mas, infelizmente, o Brasil parece ainda não ter se dado conta da gravidade dos problemas que enfrenta nesse campo social. Segundo dados do Instituto de Analfabetismo Funcional (INAF), entre 2001 e 2011 o domínio pleno de leitura caiu de 22% para 15% para os que já concluíram o Ensino Fundamental II, de 49% para 35% entre os que terminaram o Ensino Médio e dos com ensino superior, 38% não chegaram ao nível pleno. Diante do exposto, é nítido que tal situação evidencia a displicência do Estado para com a população brasileira e é inadimissível que essa adversidade continue assolando-a, a impedindo de ser estimulada à interpretação e, desse modo, de desenvolver seu pensamento crítico também.
Faz-se mister, ainda, salientar a má distribuição de renda como agravante da problemática em questão, pois é vergonhoso que um país tão grandioso como o Brasil não consiga gerenciar e distribuir suas riquezas de forma justa e equitativa . Pesquisas feitas pelo site R7 em 2011 mostram que o maior percentual de analfabetos funcionais do Brasil ficam no Nordeste que, indubitavelmente, é uma das regiões mais pobres do país. Como disse Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, ou seja, além de necessitar-se da garantia igual de educação para todos os brasileiros, é preciso encorajar a universalização da aprendizagem em toda a nação.
Infere-se, portanto, que para amenizar os entraves causados pelo analfabetismo funcional, torna-se necessário que o Estado juntamente com o Ministério da Educação invistam na infraestrutura das escolas brasileiras de modo igualitário em todo país e também na qualificação dos professores das escolas públicas, de forma que estes trabalhem a multidisciplinaridade e estimulem a interpretação em seus alunos. Só assim, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais e sociais dessa grande quantidade de pessoas que é afetada por tal obstáculo e formar seres humanos críticos e mais aptos a conviver de forma consciente e responsável na sociedade atual.