Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/03/2019
Assegurada pela Constituição de 1988, a educação, é um dos principais pilares para o desenvolvimento do país. Uma nação só prospera quando deixa de ter uma massa de pessoas alienadas e passa a possuir opiniões autônomas. Entretanto, para que ela auxilie no crescimento do país, deve ser visto que quantidade não é qualidade, e infelizmente o Brasil não leva isso em consideração, tornando-se evidente a necessidade de uma melhoria no sistema educacional brasileiro.
Consoante a isso, é nítido o aumento do analfabetismo funcional - aquele em que o indivíduo consegue realizar as funções básicas de ler e escrever, mas não tem capacidade de interpretar textos complexos - no país. Segundo dados do Instituto Paulo Montenegro (IPM), três a cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos, são considerados analfabetos funcionais. Ou seja, mesmo que indivíduo tenha frequentado uma universidade, pode não conseguir desempenhar certas funções.
Sob esse viés, é necessário frisar também que, além de comprometer o desenvolvimento intelectual, profissional e pessoal de alguém, o analfabetismo funcional reduz a empregabilidade e as oportunidades de inclusão na sociedade ( principalmente da classe mais necessitada).
Logo, faz-se necessária intervenção social, a fim de garantir melhoria no sistema educacional brasileiro. Primeiro, os pais devem auxiliar os filhos - principalmente nos primeiros anos de introdução à alfabetização - em suas dificuldades, o Ministério de Educação deve promover cursos de apoio aos educadores infantis, visando melhores qualificações profissionais. Além disso, o Governo Federal deve promover campanhas escolares e palestas que incentivem os alunos à leitura, a fim de que se tornem portadores de suas próprias opiniões e não repetidores de concepções alheias.