Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
O analfabetismo funcional é uma prática que está ligada a falta de compreensão de textos e números pelo indivíduo, uma vez que, esse é tido como alfabetizado. No Brasil esse comportamento é causado principalmente pela baixa condições de vida das populações, e ainda, a educação precária oferecida e a desigualdade social existente.
Em primeira análise, as condições de vida são um fator determinante para a alfabetização do cidadão, como é retratado no curta metragem Vida Maria, esse que, ilustra como as condições mínimas de sobrevivência presentes em todo país, sendo mais abundante no Norte e Nordeste brasileiro, levam as crianças a abandonarem os estudos para auxiliar a família no trabalhos diários, evidenciando uma interrupção do processo de aprendizagem, tendo em vista a sobrevivência familiar.
De acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) cerca de 30% da população brasileira está enquadrada como analfabeta funcional, embora, a educação básica e fundamental tenha sido democratizada pelo governo, esse sistema educacional se mostra insuficiente, devido ao desestímulo causado pelos baixos salários de professores e as condições estruturais de diversas escolas no país, para garantir que toda a população seja alfabetizada de fato.
A desigualdade social influencia o analfabetismo, de forma que, as populações de idades mais elevadas apresentam maior taxa de incompreensão textual do que as faixas etárias menos elevadas, expressando assim, que as populações de idades mais elevadas não tiveram o mesmo acesso a educação. Outro reflexo dessa desigualdade está presente nos dados do Inaf, os quais revelam que analfabetismo de forma funcional cresceu cerca de 2% de 2015 para 2018, acompanhando o agravamento da crise financeira no país, está que diminuiu o poder aquisitivo da população e seu acesso a cultura e ensino privado.
Em suma,para garantir uma diminuição nas taxas de analfabetismo funcional, faz-se necessária a adoção de medidas pelo Ministério da educação, como bolsa de auxílio aos estudantes carentes, assim como programas de extensão da alfabetização, focando principalmente na população com idade mais avançada e investimento na educação de base, como em aumento salarial de professores e reforma de escolas.