Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
No Brasil, uma pesquisa feita pelo indicador de alfabetismo funcional, Inaf, revelou que cerca de trinta e oito milhões de brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, são incapazes de interpretar textos e de fazer operações mais elaboradas. Essa questão vem sem agravando pela ausência de investimento de qualidade em educação e pela falta de capacitação docente.
Embora o número de analfabetos absolutos tenha diminuído nos últimos quinze anos,segundo pesquisa do Instituto Paulo Montenegro e o nível de escolaridade do brasileiro tenha aumentado, passou de 33,6% para 42,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, o analfabetismo funcional continua crescendo no Brasil, revelando que o problema está intimamente ligado a qualidade da educação fornecida. Exemplo disso é o supletivo, um método adotado com o intuito de acelerar o ensino médio para jovens e adultos que não puderam concluí-lo de forma regular, o efeito é uma melhora estatística no nível de escolaridade do brasileiro, em contrapartida, esse sistema não preza pela qualidade do ensino, contribuindo para o analfabetismo funcional no país.
Outro ponto pertinente é a falta de capacitação docente, segundo o Portal da Educação, 21,5% dos professores que lecionam no ensino fundamental, não cursaram o ensino superior, isso reflete diretamente na qualidade da educação oferecida. Sem formação adequada, os professores têm dificuldades em ensinar os seus alunos apropriadamente.
Logo, podemos concluir, que a ausência de investimento em educação de qualidade e a falta de capacitação docente tem contribuído para agravar o problema do analfabetismo funcional no Brasil. As alternativas para solucionar a questão são investimentos no ensino de qualidade, projetos que garantam educação infantil e melhorem o ensino de jovens e adultos, incentivem a leitura, além de investir na formação e valorização docente.