Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
A chegada dos jesuítas no Brasil, durante o Período Colonial, foi bastante oportuna ao desenvolvimento de uma estrutura educacional nesse território. Todavia, tal conjuntura se desenvolveu de maneira ineficiente à consecução de uma rede de educação satisfatória para o país, mostrando-se falha em diversos fatores. Ademais, a abstinente eminência dada a esse setor social desencadeia um número expressivo de analfabetos funcionais, prejudicando drasticamente tal cenário.
Em primeira abordagem, cumpre mencionar que o Artigo 5 da Constituição Federal de 1988 assegura o direito à educação a todo contingente populacional do país. Entretanto, tal quadro mantém-se apenas na demagogia, pois seus efeitos práticos corroboram em uma falha estruturação no ambiente educacional nacional. Assim, pode-se perceber que tal modelo na área de educação atual se opõe radicalmente à valorização imposta na Grécia Antiga, em Atenas, em que a educação era significativamente necessária ao indivíduo. Destarte, é incontestável que a desvalorização da estrutura de ensino no país é amplamente contraproducente, pois prejudica consideravelmente o desenvolvimento em áreas científica e tecnológica, principalmente.
Em segunda abordagem, convém ressaltar que o número de analfabetos funcionais apresenta-se elevado, desencadeado pela deficiente estruturação educacional, principalmente. Nesse aspecto, tal conjuntura contraria amplamente o viés do sociólogo francês Émile Durkheim, em que a sociedade equipara-se, de maneira análoga, a um organismo vivo, cada estabelecimento exercendo uma função fundamental à manutenção da totalidade. Em contrapartida, é bastante perceptível a precária situação que a instituição de ensino no Brasil se apresenta, carente e morosa, sendo execrável à disseminação da taxa de analfabetismo no contexto social hodierno do país.
Diante disso, consoante ao filósofo inglês John Locke, na teoria contratualista, o Estado e a comunidade devem estabelecer relações mútuas ao benefício de ambos. Portanto, urge que o Ministério da Educação, em parceria com Agências Nacionais especializadas, promovam maior efetividade no sistema educacional brasileiro, por intermédio de espessos investimentos nesse setor, juntamente com a melhoria da estrutura e qualificação dos profissionais inseridos, com a finalidade de beneficiar a situação de ensino na sociedade hodierna. Concomitantemente, é imprescindível que haja a consecução de incentivo a indivíduos à continuidade dos estudos, perante o governo e instituições midiáticas, mediante propagandas e palestras de sensibilização a tal procedimento, com o intuito de tornar diminuta a quantidade de analfabetos funcionais existentes no país. Desse modo, a lógica educacional jesuítica será concretizada no âmbito contemporâneo.