Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
O analfabetismo funcional é um gravíssimo problema no Brasil. Tal mazela é fruto - em alguns casos - da falta de acompanhamento familiar na vida das crianças e, em outros casos , da ineficácia de política públicas voltadas à educação. Infelizmente, este problema traz inúmeras consequências para a vida dos indivíduos que o possuem. Logo, medidas enérgicas precisam ser criadas.
A priori, mesmo sabendo ler e escrever o analfabeto funcional tem dificuldade em interpretar certos textos e frases. É um fator preponderante para tal problemática a falta de orientação familiar, no que tange o aprendizado das crianças. Em certas situações, alguns pais acabam não incentivando seus filhos à lerem um livro ou irem além do que é ensinado na escola, por exemplo. Desse modo, a criança fica “presa” ao conteúdo escolar, que as vezes ela não compreende, e isto da margem para o desenvolvimento de deficiências na compreensão de outras formas textuais, algo que se estende pela vida adulta deste indivíduo que vem desde a época escolar.
Neste contexto, de acordo com a revista Veja, três a cada dez jovens e adultos apresentam dificuldades graves em interpretar textos. Este dado revela que, o aprendizado destas pessoas não foi eficaz . Dessa forma, a ausência de ações governamentais para capacitar professores e criarem projetos de incentivo à leitura no território brasileiro, por exemplo, é concomitante para este analfabetismo. Contudo, a outras consequências, além da defasagem no aprendizado, que permeiam toda vida do indivíduo. Tais problemas se dão na busca de emprego, realização de provas e principalmente na tentativa de compreender situações cotidianas; algo que segundo Paulo Freire é essencial pois, quando um homem entende a realidade pode solucionar os problemas nela presente.
Por conseguinte, o analfabetismo funcional é uma mazela da sociedade brasileira. Dessarte, é indispensável que o MEC em parceria com as prefeituras criem um projeto de pesquisa e extensão nos educandários do Brasil ,relacionados ao analfabetismo, em que os docentes com ajuda dos discentes e família reavaliem os métodos de ensino- aprendizagem e levem para as ruas pequenas oficinas na intenção de ajudar aqueles com dificuldade em compreender os mais diversos tipos de texto. Com isso, além de os professores se capacitarem, os responsáveis acompanharão mais os alunos e a comunidade se beneficiará com as ações. Desse modo, o Brasil poderá ser reconhecido, dentre muitos adjetivos, pela boa educação.