Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
A Constituição brasileira de 1988 garante que todo cidadão tem o direito à educação, o que inclui a ampla alfabetização - o aprendizado do alfabeto português e seu uso como mecanismo de comunicação - que, infelizmente, enfrenta uma problemática recente. Tal adversidade é o analfabetismo funcional, no qual a pessoa reconhece os símbolos linguísticos mas não os consegue usar para compreender ou exprimir uma mensagem, mesmo sendo instruído. Essa circunstância se deve à falta do consumo de exemplares literário e o errôneo estigma desse empecilho na nação.
Em primeiro plano, deve-se analisar a baixa adesão da leitura pelo povo brasileiro, sendo um fator que aumenta o analfabetismo funcional no País. Tal fato se deve a essa ação ser um meio de treinamento, independente se for com livros ou jornais, de compreensão e interpretação textual, além de um modo de aumentar o vocabulário, sendo esses fundamentais para um bom uso da literatura portuguesa. Portanto, o incentivo da leitura, tanto pela família quanto pelo Estado, é uma alternativa para reduzir o analfabetismo funcional, uma vez que é uma prática que torna melhor e mais abrangente a capacidade de articulação linguística do cidadão, tornando-o capaz de abstrair e expressar ideias.
Sob outra ótica, é primordial salientar à banalização do tema como um aspecto contrário à solução do analfabetismo funcional no País. Esse problema se deve ao falso entendimento de que somente aqueles de classe socioeconômica baixas são alvos dessa mazela, o que se demonstra errôneo a medida que autores como Carolina Maria de Jesus – homenageada pelo Google em Março – e Geovani Martins, ambos moradores de favela e de pouco estudo, consolidam-se em nossa literatura. Desse modo, o combate desse impasse também está vinculado à promoção da mudança do pensamendo da sociedade, especialmente nos meios midiáticos, visto que o analfabeto funcional é estigmatizado, apesar de ser uma condição que pode afetar qualquer membro da sociedade.
Em suma, o baixo consumo literário do brasileiro em conjunto à vulgarização do analfabetismo funcional brasileiro, que deve ser reduzido. Dessa forma, o Ministério da Educação - na qualidade de órgão assegurador da educação - deve veicular propagandas – em televisões e redes sociais, por exemplo – que incentive a leitura de diversos tipos de textos, bem como desvinculando essa problemática a uma camada socioeconômica exclusiva. Isso poderá ser feito por meio da promoção do maior conhecimento da sociedade, bem como aumentando o número de leitores, visando combater e ser uma alternativa para reduzir o analfabetismo funcional nacional.